'O empreendedorismo é uma viagem'

20 Abr 2015

Entra nesta viagem connnosco!

De viajante a empreendedor, com 30 anos, Ricardo lançou em setembro de 2014 o site Dialetu, um projeto que pretende ser um exemplo de sucesso na região do Tâmega e Sousa. O maior objetivo é ajudar a criar novas empresas.

Engenheiro eletrotécnico de formação, desde cedo, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Ricardo tentava aprender sozinho, além do que lhe era dado e ensinado pelos professores.

Com experiência e background profissional em carros elétricos, sistemas solares ou subestações elétricas, a programação de que tinha conhecimento era considerada de baixo nível, mas a paixão pela web e pela programação de alto nível para o consumidor final, foi ganhando espaço e tempo na sua vida: “eu sabia o básico, é como te dizerem como é que tu andas e a partir daí, teres de aprender a caminhar sozinho”, explica.

Os desafios profissionais foram vários em grandes empresas, como por exemplo a EFACEC: “o mercado de trabalho é muito mais feroz que a universidade, mas sempre tive perseverança, e tentei absorver o máximo de experiência que podia”. Auto-didata por natureza, a linguagem de programação para a web foi-se tornando mais simples e como refere, “as coisas só acontecem, fazendo”.

O gosto pelas viagens e por outras culturas foi um dado adquirido para este empreendedor desde tenra idade: “sempre tive curiosidade para saber o que estava para além de mim, para saber e conhecer o que existe, tentar descobrir  mais  e mais”, conta.  Assim,  o  empresário  compara  o  empreendedorismo  a  uma  viagem  a  um qualquer  país  fora  do  próprio continente  onde  se  está,  na  qual  se  chega  ao  total  desconhecido  e, posteriormente, “temos de nos adaptar, ajustar e, acima de tudo, desenrascar”, defende.

A  ideia  para  a  criação  da  Dialetu  surgiu  “porque  fui  comprando  e  colecionando  vários  produtos  que  fui conhecendo  ao  longo  das  minhas  viagens  e  julguei  por  bem  partilhar  o  meu  conhecimento  com  outras pessoas”, diz. O catálogo da empresa tem neste momento duzentos e cinquenta produtos e está em expansão. “O meu grande objetivo com a Dialetu é aprender, fazendo, e com esta iniciativa criar micro-empresas, partilhar o  conhecimento”,  sendo este  um  “projeto  piloto  que  agrega  várias  especialidades  e  no  futuro  possa  ser convertido em algo que vai dar muito à comunidade”, afirma.

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Publicado em Notícias Entrevistas

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